A Justiça Federal determinou a suspensão dos resgates dos Títulos da Dívida Agrária (TDAs) emitidos pelos ex-ministros da Agricultura e Reforma Agrária e ex-governadores Jáder Barbalho e Íris Rezende utilizados na compra de terras para a reforma agrária no governo José Sarney. A decisão foi tomada pelo juiz João Luiz de Sousa, da 15a. Vara da Justiça Federal, em Brasília (DF), que concedeu liminar na ação popular apresentada pelo Ministério Público Federal baseada no trabalho realizado pelos auditores do Tribunal de Contas da União (TCU) que constataram irregularidades na operação de compra e venda das áreas integrantes do Polígono dos Castanhais, abrangendo os Municípios da São João do Araguaia, Conceição do Araguaia, Xinguara e Marabá, no sul do Estado do Pará, e de fazendas nos Estados de Santa Catarina e Pernambuco. Acolho a lúcida manifestação do Ministério Público Federal, afirma o juiz em seu despacho. Ao conceder a liminar em ação popular, o juiz expediu um ofício ao Ministério da Fazenda querendo saber se os TDAs estão sendo utilizados no programa de privatização do governo. Pelo trabalho dos auditores do TCU foi constatado que os ex-ministros são responsáveis pelos prejuízo de cerca de Cr$160 bilhões (em valores de julho do ano passado) por irregularidades cometidas durante o governo Sarney (O ESP).