ARACRUZ PODE FAZER CHAPAS DE MADEIRA

A Aracruz Celulose S/A vai investir, este ano US$52 milhões para aumentar sua produtividade e dar partida a um processo de diversificação, a longo prazo, para adequar-se ao ambiente cada vez mais competitivo do setor de papel e celulose. A empresa, a maior produtora e exportadora mundial de celulose branqueada de fibra curta de eucalipto, com uma fatia de 22% da produção mundial, já estuda novas alternativas de negócios, aproveitando o seu conhecimento tecnológico na plantação de eucalipto, comercialização e distribuição de seus produtos nos EUA, Europa e Ásia. Uma das áreas em estudo é a de fornecimento, no futuro, de chapas de madeira de eucalipto à indústria madeireira para a fabricação, por exemplo, de divisórias de escritórios e forração interna de outras estruturas de madeira. Já adotando a nova filosofia, a Aracruz está construindo este ano uma fábrica de ácido clorídrico, aproveitando o excedente do processo de beneficiamento da celulose, que passará a ser vendido a terceiros. O projeto demandará investimentos de US$2 milhões. O programa para aumento de produtividade prevê a aquisição, por US$3,1 milhões, de 10 unidades de uma máquina, a "Feller Tree", que mecaniza o corte da árvore. Com elas, a capacidade de corte passará de 130 para 900 metros cúbicos por dia, reduzindo o custo do metro cúbico da madeira de US$0,88 para US$0,53. Para acompanhar esse novo ritmo, serão adquiridos mais 2,5 mil hectares de terras, contíguas às instalações da fábrica, localizada na cidade de Aracruz, a 70 quilômetros de Vitória (ES). Já o programa de meio ambiente demandará US$16 milhões com a aquisição de uma caldeira de força e três precipitadores eletro-estáticos, para reduzir a emissão de particulados (GM).