ZONA FRANCA É TEMA DE DISCÓRDIA NO MERCOSUL

O Brasil e a Argentina continuam firmes em sua posição de dar tratamento de terceiros países às zonas francas (ZFs) uruguaias, diferenciando-as das Zona Franca de Manaus e da Terra do Fogo. O impasse vem se arrastando desde o ano passado e passou a ser mais um sério problema para a consolidação da união aduaneira do MERCOSUL, prevista para janeiro do próximo ano. No último encontro do subgrupo 7 de trabalho, em Montevidéu, em março, a delegação brasileira foi taxativa ao afirmar que o governo não "pretende ceder nessa questão porque os interesses do país são inegociáveis". O coordenador uruguaio do subgrupo 7 e assessor do Ministério da Economia, Claudio Billig, disse que a posição brasileira é intransigente e radical. Essa é uma das razões pelas quais estamos em uma situação de difícil
79337 entendimento, afirmou. Em recente entrevista, o chanceler uruguaio Sérgio Abreu, disse que o Uruguai "defenderá até às últimas consequ"ências as suas zonas francas". Claudio Billig informou ainda que, diante desse impasse, o subgrupo 7 espera uma posição do Grupo Mercado Comum-- formado pelos ministros de Economia e pelos presidentes dos quatro países-- para resolver essa questão. As zonas francas, junto à indefinição da Tarifa Externa Comum (TEC), passaram a ser mais um entrave para o cumprimento dos prazos definidos para a concretização do MERCOSUL (JC).