CINEMA QUER A INTEGRAÇÃO NO MERCOSUL

Durante três dias, de hoje a 15, cineastas, técnicos e produtores vão discutir os principais pontos para a integração do cinema no MERCOSUL. O ciclo de palestras faz parte da programação Mostra Mercosul de Cinema e Vídeo, aberta no último dia oito, no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro (capital), com a exibição de 52 trabalhos (entre longas, curtas e vídeos) que apresentam muito do que há de mais significativo nas filmografias da Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil. Três grandes temas serão debatidos. Hoje, será discutido o mercado de trabalho de cinema no MERCOSUL, com a participação de Jorge Monclar e Toni Ferreira, presidentes, respectivamente, dos Sindicatos dos Técnicos e da Indústria de Cinema; de Marcelo Céspedes, diretor do grupo argentino Ojo; de Roberto Muller, secretário-geral do Sindicato da Indústria Cinematográfica da Argentina; e de Esban Schroder, representante dos trabalhadores do cinema uruguaio. Amanhã será a vez do tema co-produção nos países do MERCOSUL, com as presenças de produtores de Brasil, Argentina e Paraguai. "Temos que discutir logo a criação de produções comuns entre nossos países", diz Sílvio Tendler. "É um mercado com força e potencial para se desenvolver economicamente", acrescenta. Os debates acabam no dia 15 com o tema distribuição e exibição de filmes e vídeos no MERCOSUL, com palestras de profissionais brasileiros e uruguaios (JB).