Os últimos quatro anos (1990/1993) registraram os maiores números de aprovação de novos empréstimos e de operações de cooperação técnica e pequenos projetos da história do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), segundo um estudo de circulação interna na instituição. A quantidade de projetos dobrou-- de 37 para 76, no período-- e o volume de recursos aumentou em 56%; os projetos técnicos triplicaram; e os pequenos quadruplicaram, tanto em número quanto em relação ao total de recursos. O estudo, cujo objetivo é comparar a atuação do BID e do Banco Mundial (BIRD) na América Latina, revela que, de 1991 a 1993, a média anual de recursos canalizados para a região pelo BID (US$5,75 bilhões) superou em volume a do BIRD (US$5,68 bilhões). O BID também foi mais ativo, realizando 181 operações com os países latino-americanos nos últimos três anos, mais 30% do que as 139 operações feitas pelo BIRD no período. O BID destinou, em média, quase três vezes mais recursos para os pequenos países latino-americanos do que o BIRD, que priorizou quatro nações da região (Brasil, Argentina, México e Venezuela), direcionando para elas 72% de suas aplicações no período 1988/1993. O México foi, de longe, o mais beneficiado, absorvendo 33,4% do total, seguido por Brasil (18,2%), Argentina (13,3%) e Venezuela (7,1%). A distribuição de recursos do BID, de acordo com seus próprios dados, foi mais equilibrada: no período 1989/1993, 68,7% das operações foram feitas com Brasil, Argentina, México, Venezeuela, Chile, Colômbia e Peru (JB).