Os países latino-americanos, que buscam acordos bilaterais para intensificar seu comércio, sofrem riscos políticos e econômicos, advertiu um estudo que a Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL) analisará durante a conferência ministerial de Cartagena das Índias, na Colômbia, entre os dias 20 e 27 próximos. A reunião terá a participação dos ministros de Finanças e de outros analistas dos países- membros da CEPAL. Dentro dos esforços de integração dos últimos anos, na América Latina, foram concretizados quatro acordos que se refletem em blocos diferentes: O Mercado Comum Centro-americano, a Comunidade do Caribe, o Mercado Comum do Cone Sul (MERCOSUL) e o Pacto Andino. Mas vários países optaram por acordos bilaterais diretos com outras nações, para liberalizar seu intercâmbio comercial e reduzir as barreiras alfandegárias. A proliferação desses acordos, "de cobertura geográfica muito restrita", representa "custos políticos", devido ao desgaste próprio das negociações e aos interesses de grupos que se sentem afetados em cada país, indicou em seu estudo a comissão regional das Nações Unidas. Em geral, ao intensificar-se a concentração das relações bilaterais,
79313 existe o perigo de que um país pequeno ajuste sua estrutura produtiva de
79313 acordo com as condições imperantes no mercado de seu principal sócio
79313 comercial, diz o informe. Outro risco econômico que a CEPAL vislumbra é que alguns países se transformem em "eixos" da maior parte dos convênios bilaterais da região (JC).