Cresce o movimento grevista no país. Ontem, os trabalhadores da Pirelli, uma das maiores fabricantes de pneus, paralisaram suas atividades. Eles pedem a reposição da inflação de fevereiro, de 40%, que julgam ter sido expurgada pelo plano econômico do governo. O movimento foi decidido mesmo tendo o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) paulista interpretado, no último dia oito, que a conversão dos salários em URV não ocasionou perdas. Com essa decisão, o TRT julgou abusiva a greve de outras duas fabricantes de pneus, a Firestone/Bridgestone e a Goodyear. Apesar desse julgamento, os trabalhadores da Firestone mantiveram a greve, e estão sujeitos a demissão por justa causa. Eles rejeitaram uma oferta de 10% do sindicato patronal. Além da paralisação dos borracheiros, também continuam em greve os policiais federais, que pedem a equiparação de seus vencimentos com os dos policiais civis de Brasília (DF). A greve é nacional e tem atrasado os vôos internacionais em aeroportos e paralisado o serviço de capturas e emissão de passaportes. Também continuam parados os técnicos da Secretaria de Orçamento Federal (SOF), que iniciaram o movimento no dia dois de março. O funcionalismo público federal também deverá entrar em greve no próximo dia 19. A decisão foi referendada em plenária nacional, realizada no último final de semana em Brasília (DF). O movimento é contra as perdas salariais provocadas pelo plano econômico (GM) (O Dia).