Nos últimos três anos, a Câmara dos Deputados registrou 264 trocas de partidos, o que significa uma média de sete mudanças por mês. A tendência é que o troca-troca continue na próxima legislatura, já que o Congresso Revisor rejeitou a emenda que tornava obrigatória a fidelidade partidária. A falta de apego dos parlamentares aos partidos favorece caciques políticos e a formação de legendas de aluguel. Todos os deputados de Rondônia, por exemplo, mudaram de legenda. O troca-troca nas bancadas foi o seguinte: Câmara dos Deputados-- PMDB (na posse, contava com 108 deputados, e hoje, com 96), PFL (respectivamente, 83 e 89), PPR (43 do PDS mais 22 do PDC e 67), PSDB (38 e 48), PP (2 do PST mais 2 do PTR e 45), PT (35 e 36), PDT (46 e 34), PTB (37 e 31), PL (16 e 16), PSB (11 e 10), PSD (1 e 9), PC do B (5 e 6), PRN (41 e 4), PPS (3 do PCB e 3), PSC (5 e 3), PSTU (- e 2), PMN (1 e 2), PV (- e 1), Prona (- e 1) e PRS (4 e -). Total de 503. Senado Federal-- PMDB (na posse, contava com 23 senadores, e hoje, com 27), PFL (respectivamente, 19 e 14), PSDB (10 e 11), PPR (3 do PDS mais 4 do PDC e 10), PDT (5 e 5), PP (- e 4), PTB (7 e 4), PRN (5 e 3), PSB (2 e 1), PT (1 e 1), PMN (1 e 1) e sem partido (1 e -). O PPR nasceu da fusão dos extintos PDS e PDC. PST e PTR, depois de aumentarem suas bancadas, uniram-se e fundaram o PP. O PCB, hoje PPS, apenas mudou de nome (JB).