As economias da América Latina e do Caribe tiveram, em 1993, seu terceiro ano consecutivo de crescimento, com taxa média de 3,3%. Desta vez, o Brasil teve participação mais destacada, pois cresceu 4%, mas ficou abaixo de Chile (6%) e Argentina (5,5%). A inflação caiu, ou permaneceu a mesma, em 20 dos 26 países da região. Na Argentina, caiu de 24,9% em 1992 para 10,7% em 1993; no México, caiu de 15,5% para 9,8%. O Brasil, líder da inflação regional, foi das poucas exceções: ela passou de 1.008% para 1.800% em um ano. As perspectivas para 1994 são muito boas, segundo o presidente do BID, Enrique Iglesias, antecipando dados do balanço do informe anual, que será divulgado hoje em Guadalajara, no México, na assembléia anual do banco. Iglesias está otimista com relação ao Brasil. Para ele, o atual programa econômico tem tudo para derrubar o alto índice de inflação. Em 1993, o BID aprovou US$6,06 bilhões em empréstimos para projetos de desenvolvimento econômico-social, dos quais US$3,73 bilhões foram destinados aos países da América Latina e do Caribe. Do total de empréstimos liberados, 31% se destinaram a programas sociais, incluindo US$1,27 bilhão para o meio ambiente e saúde; US$495 milhões para as áreas de educação, ciência e tecnologia e US$66 milhões para desenvolvimento urbano. Os projetos energéticos foram contemplados com US$1,25 bilhão (O Globo) (JB).