INCENTIVOS CRIAM SETE MIL EMPREGOS NA PARAÍBA

Lançado há pouco mais de um ano pela Fundação de Ação Comunitária (FAC) do governo da Paraíba, o projeto Meio de Vida já apresentou bons resultados. Até o fim de março, cerca de 3.100 famílias deverão ter sido beneficiadas com o programa que permitirá a criação de aproximadamente sete mil empregos diretos. A presidente da FAC, Emília Correia Lima, partiu do princípio de que não só os grandes empreendimentos podem criar empregos para combater a pobreza. O Meio de Vida é destinado ao profissional desempregado ou a pessoa com capacitação para tocar um negócio. Ela exibe dezenas de inscrições de desempregados solicitando financiamento. Até pessoas com curso superior e recém-formados na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), procuram a Fundação em busca de socorro. Obter o financiamento para uma máquina, um barco de pesca ou até mesmo para o transporte de tração animal (carroça de burro) não é difícil. Se o desempregado deseja montar um negócio, basta preencher um questionário e esperar em casa a visita de um técnico da FAC, que analisará a situação individual para checar se a pessoa tem mesmo capacidade para levar adiante o futuro negócio. Depois de aprovada a proposta pela equipe técnica da FAC, o desempregado recebe uma carta de crédito do agente financeiro-- Caixa Econômica Federal (CEF)-- para aquisição de máquinas, equipamentos, matérias- primas e outros bens. São duas as modalidades de financiamento. A microempresa comunitária (mais de uma família) é financiada com prazo de carência de seis meses, juros de 1% ao mês e a amortização da dívida em 24 meses. A microempresa individual (apenas uma família) recebe financiamento com prazo de carência de 12 meses, juros de 0,5% ao mês, mais 50% da Taxa Referencial de Juros (TR) e amortização também de 24 meses. O teto de financiamento equivale a 30 salários-mínimos. O Meio de Vida já financiou 2,07 mil microempresas individuais e comunitárias, desde a sua criação, em 1992, em João Pessoa e no interior da Paraíba. Os negócios que lideram pedidos de empréstimos são produção e comércio de confecções (O ESP).