O Grupo de Trabalho sobre Detenções Arbitrárias, da Organização das Nações Unidas (ONU), encaminhou ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil um pedido de libertação do sindicalista José Texeira Castilho, o Zé do Feijão, de Eldorado do Carajás, no sul do Pará. Ele está preso há quase dois meses, sem acusação formal e correndo risco de vida. O grupo, que faz parte da Comissão de Direitos Humanos da ONU, denuncia que Castilho é hanseniano e está impedido de tomar seu medicamento diariamente. Segundo o comunicado, assinado pelo presidente-relator do grupo, Louis- Joinet, Zé do Feijão foi preso no dia 10 de fevereiro, mas seus advogados não conseguiram saber sob que acusação. Dois pedidos de habeas-corpus foram impetrados no Tribunal de Justiça do estado e no Supremo Tribunal de Justiça, mas sem resultados. Ele foi levado por dois policiais civis para a delegacia de Marabá, suspeito de estar envolvid num incêndio da fazenda Abaeté, perto de Eldorado do Carajás. O Itamaraty também recebeu de diversas entidades não-governamentais do exterior a denúncia da prisão arbitrária. O caso foi encaminhado ontem ao Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, do Ministério da Justiça (O Globo).