As denúncias de que até ministros de tribunais superiores receberiam propinas dos "banqueiros" do jogo-do-bicho do Rio de Janeiro foram desmentidas, ontem, pelo próprio denunciante, o procurador-geral da Justiça do Rio, Antônio Carlos Biscaia. Em ofícios idênticos encaminhados no final da tarde, via fax, aos presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), respectivamente, Luiz Octávio Gallotti e William Patterson, Biscaia afirma que "do exame da documentação apreendida em diligência realizada pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, supervisionada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, amparada em mandados de busca e apreensão expedidos pelo MM Juiz de Direito do 2o. Tribunal do Júri da Comarca da capital, não se constata referência a integrantes dessa Egrégia Corte" (JB).