O leilão da Cobra Computadores, marcado para hoje na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRJ), foi adiado por falta de compradores. A decisão do presidente Itamar Franco de exigir o pagamento em dinheiro de 10% do resultado do leilão foi considerada no mercado como o principal motivo do fracasso da venda da estatal. Os consultores que avaliaram a empresa, liderados pela Consultoria Máxima, havia recomendado a não exigência de moeda corrente no leilão. A Cobra iria a leilão por um preço mínimo de US$8,7 milhões para 63% do seu capital. A Cobra foi a estatal criada para liderar o processo de instalação de uma indústria de informática no Brasil, protegida pela lei de reserva de mercado. Hoje ela tem 1.300 empregados (FSP).