Os fuzileiros navais ocuparam ontem os principais portos do país e impediram o acesso dos marítimos em greve aos navios atracados. Em Santos (SP), onde 153 navios de diferentes nacionalidades estão atracados, os marítimos foram proibidos de descer à terra e tiveram o fornecimento de água e alimentos suspensos. A PETROBRÁS informou que a greve-- que já dura oito dias-- é a responsável pela perda de US$20 milhões nas exportações de derivados de petróleo e pela não produção de outros US$2 bilhões em petróleo bruto na plataforma de Campos (RJ). O movimento, julgado ilegal pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho), irá continuar. O TST decidiu que os marítimos da Docenave, Lloyd e empresas ligadas ao Sindarma (Sindicato Nacional dos Armadores) terão reajuste de 42,7%, que corresponde à variação integral do IPC (Índice de Preços ao Consumidor). Além disso, o TST decidiu que os trabalhadores do grupo de apoio marítimo receberão 6,8% de produtividade e os de navegação por cabotagem, 2%, enquanto os de marinha de longo curso terão uma gratificação de 50%. O TST decidiu acatar reivindicação dos trabalhadores e aprovar o pagamento integral das horas extras, pois as empresas pagavam apenas 60% (JB).