A agroindústria brasileira teve uma expansão de 2,1% em sua produção, no ano passado, ante 1992, com destaque para a agroindústria gaúcha, com crescimento de 6,6% e a paulista, com aumento de 6,5%. Esse bom desempenho deveu-se basicamente aos produtos industriais oriundos da agricultura, que se expandiram 3%, enquanto os vinculados à pecuária tiveram queda de 3,2%. Os derivados da soja cresceram 4,9%; os do café, 7,6%; os da laranja, 16,9%; e os da uva, 19,5%, enquanto as maiores quedas ocorreram com os derivados do cacau (6,6%), do trigo e da cana-de-açúcar (2%). A produção de suco de laranja cresceu 16,9% em 1993, mas as exportações sofreram queda de 22% devido a uma superoferta no mercado mundial. No setor pecuário, apenas a produção de frango manteve seu posto de grande fonte de divisas, além de um mercado interno sempre em expansão. O abate de frango aumentou 7,8% em 1993, ante 1992; as exportações, 28,6%, com destaque para o mercado argentino, cujas compras foram 63% maiores que as de 1992. Os dados são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Responsável por 10% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, a indústria de alimentos e bebidas faturou US$44,9 bilhões em 1993, destacando-se como a segunda maior atividade econômica do país, perdendo apenas para o setor petroquímico. Detentora de um parque industrial em constante evolução tecnológica, a indústria alimentícia é a maior em números de empregados ativos em seus 43 mil estabelecimentos industriais (GM).