O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) divulgou ontem o documento "A Reforma Agrária que Queremos", aprovado no 7o. Encontro Nacional do MST, realizado em dezembro, e que será enviado aos candidatos à Presidência da República. Os sem-terra querem desapropriar, prioritariamente, "os maiores latifúndios em cada estado, as terras das multinacionais, bancos e grupos econômicos". Pedem que as "terras férteis" da Forças Armadas também sejam destinadas à reforma agrária. Como compensação, sugerem que os militares fiquem com áreas não- produtivas, "para utilização em exercícios". No documento, os sem-terra enumeram 87 exigências e propostas para a reforma agrária. Eles pedem, por exemplo, distribuição gratuita de sementes por três anos aos novos assentamentos, além de "estímulo para a implantação de projetos de irrigação", mas não dizem quem vai pagar a conta. O MST "exige" uma reforma agrária que garanta "metas mínimas de 500 mil famílias assentadas por ano". O número de fazendas ocupadas pelos sem-terra por estado em 1993 foram: Pernambuco (12), Mato Grosso do Sul (5), Paraná (4), São Paulo (4), Bahia (4), Goiás (4), Rio Grande do Sul (3), Rio Grande do Norte (3), Piauí (3), Santa Catarina (2), Paraíba (2), Sergipe (2), Maranhão (2), Minas Gerais (2), Pará (1), Rondônia (1) e Ceará (1) (FSP).