Os índices de cobertura das vacinas em crianças brasileiras caíram. A situação, admitida pelo Ministério da Saúde, pode provocar o agravamento de doenças e ameaçar esforços realizados em campanhas de vacinação, que custam milhões de dólares a cada ano. Só para a grande campanha de imunização contra sarampo ocorrida em 1992, o governo investiu US$50 milhões. Os técnicos do Ministério temem a explosão de uma nova epidemia da doença nos próximos anos. As autoridades estaduais da área de saúde, que assumiram junto ao Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) o compromisso de elevar os índices de vacinação, se depararam com um quadro negativo na última reunião para avaliação de 200 dias do Pacto pela Infância, em março. A cobertura na vacinação de rotina contra o sarampo realizada nos postos de saúde no ano passado é de 78,33%. Quando se avalia o índice por região, o Norte apresenta 65,59% e o Nordeste está com 76,91%. O Centro-Oeste não ultrapassa 70%. O Sudeste e o Sul ficam pouco acima dos 80% de cobertura. O ideal seria que a vacinação de rotina atingisse índices superiores a
79134 90%, lamentou a diretora do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, Maria Lucia Canelosso. Criada para corrigir falhas na vacinação de rotina, a campanha de multivacinação, que ocorre duas vezes por ano, também apresentou resultados negativos em outubro do ano passado. A cobertura no Brasil foi de 89,12% contra a poliomielite. Alguns estados contribuíram mais para a queda, como Rondônia (38,62%), Roraima (65,86%) e Maranhão (69,75%). Alguns estados têm merecido elogios do programa, como São Paulo e Paraná (O ESP).