Os parlamentares que saquearam o Orçamento Geral da União podem até escapar de punições no Congresso Nacional, mas vão pagar pelos crimes que cometeram no Supremo Tribunal Federal (STF). O Ministério Público está determinado a não deixar que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Orçamento acabe em pizza, enviando diretamente ao STF os processos contra 54 pessoas físicas e jurídicas acusadas pela CPI. O procurador-geral da República, Aristides Junqueira, procurou evitar a instalação de inquéritos pela Polícia Federal para acelerar os processos, evitando atrasos com novas diligências. Com toda a documentação da CPI em mãos, 11 procuradores da República designados por Junqueira estão investigando as denúncias contra parlamentares, governadores e assessores que se locupletaram do dinheiro público. A idéia de Junqueira é enviar ao STF denúncias contra todos os parlamentares que, comprovadamente, enriqueceram ilicitamente com dinheiro da União, e pedir sequ"estro de bens para ressarcir o erário público. Os processos envolvendo os governadores Edison Lobão (MA), João Alves (SE) e Joaquim Roriz (DF) estão sendo analisados por dois procuradores, que poderão denunciá-los ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os deputados "anões" João Alves, Manoel Moreira, Genebaldo Correia e Cid Carvalho, que renunciaram a seus mandatos, terão seus processos analisados com priorirade pelo Ministério Público (JB).