Vida de prostituto começa cada vez mais cedo no Rio de Janeiro (capital): o número de jovens homossexuais de 12 a 17 anos que, transvestidos, vendem seus corpos nas ruas aumentou 70% nos últimos seis meses. O Juizado de Menores e grupos anti-AIDS, que fizeram o lavantamento, relatam que em 90% dos casos são crianças e adolescentes pobres expulsos de casa quando os pais descobriram suas tendências homossexuais. Para o juiz de menores do Rio, Liborni Siqueira, a prostituição de menores é um problema que está atingindo todo o Brasil, principalmente as grandes cidades. Para ele, a melhor solução é o recolhimento dos menores, para que sejam reintegrados à família ou atendidos e educados em instituições públicas. Ele reconhece, porém, ser difícil a permanência das crianças e adolescentes nessas instituições. A internação é perigosa porque a maior parte dos meninos prostituídos é homossexual e pode influenciar os outros (O Globo).