O Serviço Social da Indústria (SESI) de Minas Gerais mantém um programa de educação formal e não-formal que atinge cerca de 40 mil pessoas, entre adultos e crianças. São cursos de primeiro e segundo graus e profissionalizantes, ministrados desde dezembro de 1990 também nos locais de trabalho. Os operários da construção civil foram os primeiros a serem alfabetizados nas próprias obras. Essa alfabetização faz parte do programa Educação e Cidadania e surgiu da necessidade de as construtoras implantarem programas de produtividade de qualidade. "As empresas estavam com perda de material de até 30% e como num programa de qualidade a base é a educação, os operários não conseguiam entender a linguagem", diz Georgina Rocha, supervisora do programa, que hoje conta com cerca de 50 empresas (FSP).