Um programa de geração de empregos é a principal tentativa da Caritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro (RJ) para acalmar os ânimos de 1.400 refugiados angolanos que vivem na cidade. Os refugiados, que chegaram a ocupar o prédio da Caritas em fevereiro último, são encaminhados ao Banco da Providência, que já conseguiu emprego para cinco deles. Segundo Heloísa Santos, coordenadora do programa de refugiados, o grande problema é que a maioria dos angolanos tem apenas nível primário ou médio. Dos cinco empregados pelo banco, dois estão trabalhando como marceneiros, dois como pintores de parede e um trabalha num estaleiro. Para Santos, os angolanos precisam trabalhar para sobreviver. O auxílio dado a cada um deles pelo ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) é de CR$52 mil. Um casal ganha CR$116 mil, mais um auxílio de CR$20 mil por filho. A Caritas quer fazer um convênio com a Ação Comunitária do Brasil (uma instituição empresarial com fins sociais) para treinamento profissionalizante). Um convênio com os serviços sociais da indústria e do comércio (SESI e SENAC) deve ser firmado ainda este semestre para a realização de testes de aptidão profissional (FSP).