O governo federal está convencido de que todas as possibilidades de geração em massa de empregos estão nas micro e pequenas empresas. A partir de dados recolhidos sobre o desempenho da economia no ano passado, setores como turismo e de "franchising", foram identificados como as grandes esperanças de absorção da reserva de mão-de-obra. "Os brasileiros não devem esperar das grandes empresas o fluxo de postos de trabalho necessário", analisa o secretário-executivo do Ministério da Indústria e do Comércio, Aílton Barcelos, que negocia com outros setores do governo um pacote completo de incentivo às pequenas empresas. Entre as medidas em análise pelo governo governo estão, por exemplo, incentivos fiscais e maiores facilidades na concessão de crédito por instituições federais. Segundo Barcelos, está em curso um projeto de alteração dos critérios de cessão de empréstimos do BNDES, que passará a privilegiar micro e pequenas empresas ao invés de grandes grupos privados. Outra medida em estudo é o fortalecimento da FINEP, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal (JB).