Embora tenha opiniões divergentes quanto às perspectivas após a saída de Walter Barelli do Ministério do Trabalho-- ele será candidato a vice governador na chapa de Mário Covas (PSDB-SP)--, as centrais sindicais são unânimes em atestar frustração com sua passagem pelo governo. Antes de assumir, tivemos uma reunião em que ele garantiu que só
79093 aceitava o ministério porque teria condições de interferir na vida
79093 econômica do país. Mas muitas vezes sabíamos das medidas antes do
79093 Barelli, afirma Gilberto Pereira, secretário-geral da Central Geral dos Trabalhadores (CGT). Gilberto Carneiro, da executiva nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), resume que Barelli "deixou a desejar; poderia ter avançado mais". A saída do ministro não ameaça a meta de chegar a um salário-mínimo de US$100 até o final do governo Itamar Franco, uma das bandeiras de Barelli. "As eleições, as ambições eleitorais, podem até facilitar que se chegue a esse valor", afirma. Paulo Pereira da Silva, diretor da Força Sindical, entende que a saída de Barelli é "ruim porque vai atrasar a implantação no país do contrato coletivo de trabalho" (FSP).