LIVRO CONTA HISTÓRIAS DE CRIANÇAS TRABALHADORAS

Crianças de três anos de idade colhem tomates. Outras, um pouco mais velhas, trabalham em carvoarias. Em todo o país, elas são mão-de-obra ativa também em fábricas de sapatos, canaviais e pedreiras. Suas histórias foram registradas em fotos e entrevistas por duas jornalistas que percorreram vários estados brasileiros em nove meses. O trabalho teve apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da Organização das Nações Unidas (ONU), e da Fundação ABRINQ (Associação Brasileira da Indústria de Brinquedos) pelos Direitos da Criança e vai virar o livro "Crianças de Fibra", ainda sem data para publicação. O objetivo do trabalho é mostrar histórias individuais que ilustram as informações já coletadas em pesquisas estatísticas. É diferente dizer que 50% das crianças com menos de 14 anos trabalham e
79091 mostrar quem são essas crianças e como elas vivem, diz Jô Azevedo. Iolanda Huzak fotografou as crianças. "Há cenas em que parece que elas estão brincando quando, na verdade, complementam a renda familiar", diz. As duas são unânimes ao apontar um dos piores lugares onde há trabalho infantil: as carvoarias no interior do Mato Grosso do Sul (FSP).