Trinta anos depois do golpe militar de 1964, Clara Scharf, viúva do jornalista Carlos Marighela, guerrilheiro do Araguaia morto numa emboscada em novembro de 1969, ainda procura saber quem o matou. Ontem, no Rio de Janeiro (capital), ao receber, do grupo Tortura Nunca Mais, a Medalha Chico Mendes de Resistência, ela chorou e declarou que, "com vontade política", em 24 horas, o governo federal esclareceria a história. Dez pessoas foram homenageadas, na cerimônia chamada de "64 Nunca Mais", entre elas o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho. Afirmando que "a luta contra o golpe está de pé, Betinho lançou um protesto, duvidando da incompetência da polícia em prender os assassinos do seringueiro Chico Mendes. Dois caciques receberam a medalha em nome da tribo Guarani e reinteraram o pacto de suicídio que fizeram os 230 índios da aldeia Jaguaripé se forem obrigados a sair de sua reserva, no Mato Grosso do Sul (O Globo).