Pequenos agricultores, seringueiros, assalariados rurais e pescadores lançam no dia 26 de abril, no Congresso Nacional, o movimento "Grito da Terra Brasil", pelo qual pretendem pressionar o governo a adotar medidas contra a fome e o desemprego. As reivindicações, que serão levadas aos partidos políticos e a candidatos à Presidência da República, incluem a reforma agrária, garantia de direitos trabalhistas e política agrícola voltada para o pequeno produtor rural. No rastro da campanha pelo emprego, liderada pelo sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, associações e sindicatos rurais iniciam dia nove de maio em todo o país manifestações pelo atendimento da pauta de reivindicações. "Estamos integrando a luta pelo emprego e pelo fim da fome", explicou Avelino Ganzer, secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que organiza o movimento em conjunto com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG) e outras entidades. O movimento será deflagrado no dia nove, mas o prazo para acabar depende
79063 da tomada de iniciativas concretas pelo governo, disse Ganzer (JC).