APOIO À PEQUENA EMPRESA

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI), o movimento Ação da Cidadania Contra a Miséria e Pela Vida e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) lançaram ontem, no Rio de Janeiro (RJ), uma campanha conjunta para apoiar a pequena empresa como instrumento de geração de empregos em todo o país. A pequena empresa foi escolhida como precursora da campanha por ser o maior pólo empregador do Brasil, concentrando 59% dos trabalhadores brasileiros-- mais de 38 milhões de pessoas que alimentam 100 milhões de dependentes. Durante o evento, o presidente do SEBRAE, José Augusto Assumpção Brito, garantiu que, se o setor público investir mais 5% do que já gasta anualmente na aquisição de bens e serviços, nas pequenas empresas, poderia incentivar a geração de 8,5 milhões de empregos em 1994. As três esferas do governo investem anualmente CR$100 bilhões em compras e menos de 5% desse total cabem aos pequenos investidores. Com a intenção de atrair mais verbas governamentais para as pequenas empresas, o SEBRAE criou o Programa de Compras Governamentais. Atuando em 11 estados das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, o Programa aproxima a pequena empresa das prefeituras e do governo estadual de cada área. No ano passado, 4.831 empresas venderam uniformes, calçados, carteiras, fardamentos e outros artigos, para o governo. O Estado da Paraíba foi o que mais gerou empregos: 45 mil. Durante sua apresentação, o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, lembrou que seis em cada 10 empregos estão na pequena empresa. Ele sugeriu ao novo ministro da Fazenda, Rubens Ricúpero, que "primeiro se encontre com pequenos e microempresários e só depois com a FIESP", a poderosa Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. "São as pequenas empresas que mais criam empregos no país", justificou Betinho (JC) (O ESP) (O Globo).