Milhares de funcionários públicos federais em todo o país serão demitidos ou rebaixados por terem sido efetivados ou promovidos de forma irregular, sem concurso público. Isso ocorrerá através de ações judiciais que a Procuradoria Geral da República iniciará em abril. Em cada estado, procuradores da República realizaram levantamentos detalhados e constataram as irregularidades. Só na ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) são mais de 500 pessoas. As demissões começarão pelo Rio Grande do Sul, em ação civil pública instaurada pelo procurador da República Domingos Sávio da Silveira. No caso, técnicos fiscais foram promovidos a advogados. A investigação foi iniciada em julho e o resultado agora vai ser enviado à Justiça. A Comissão Especial de Investigação, que apura casos de corrupção no Executivo, recebeu denúncia de um imenso "trem da alegria" no IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis). Quase dois mil, dos mais de sete mil funcionários do IBAMA foram efetivados ou promovidos ilegalmente nos últimos quatro anos, sem concurso público ou publicação no "Diário Oficial" da União (JB).