Representantes das três principais centrais sindicais-- Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical e Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT)--, reunidos ontem em São Paulo (SP), decidiram deixar de lado a idéia da greve geral para pressionar o Congresso Nacional a votar a medida provisória que instituiu a Unidade Real de Valor (URV) e trabalhar diretamente na deflagração de greves por categorias. "A tendência é de que os dois próximos meses sejam tensos em termos de movimentos grevistas", disse o diretor de CUT, Gilmar Carneiro. Os sindicalistas apresentaram dados segundo os quais três milhões de trabalhadores terão data-base entre abril e maio. Empregados em empresas de transportes urbanos, metalúrgicos, químico, petroquímicos e outras categorias bastante organizadas já estão em processo de mobilização (JC).