MOLÉCULA ANTI-HIV É ESTUDADA NA UFF

Uma molécula sintetizada por pesquisadores do instituto de química da Universidade Federal Fluminense (UFF) mostrou-se promissora para o combate ao vírus da AIDS (o HIV), em testes preliminares de laboratórios. A nova molécula pertence ao grupo de dipirazolopiridina, substância conhecida por ter propriedades antiparasitárias (combate o parasita da malária) e anticonvulsivantes. Os cientistas da UFF modificaram a estrutura química para torná-la parecida com a das moléculas que formam o código genético dos seres vivos, o DNA e o RNA, e que o vírus da AIDS usa para se reproduzir nos organismos que infecta. Nosso objetivo é enganar o vírus, fazendo-o confundir a molécula
78970 sintética com a natural. Como a molécula artificial tem uma pequena
78970 diferença em relação à natural, o vírus se desorganiza e não consegue
78970 se reproduzir, explica o coordenador do projeto de pesquisa, o químico Vitor Francisco Ferreira. Esse é o mesmo mecanismo de funcionamento das mais modernas drogas aintivirais existentes no mercado: AZT, DDI e DDC, utilizadas no tratamento das pessoas infectadas pelo vírus da AIDS. O problema é que esses medicamentos são muito tóxicos. Isto é, danificam as células, provocando nos pacientes efeitos colaterais indesejáveis. O desafio dos cientistas é descobrir substâncias que tenham a mesma atividade contra o vírus, com menos toxicidade para o homem (JC).