Uma linha de crédito de emergência de US$6 bilhões dos EUA e a notícia de que o México tornou-se o primeiro membro latino-americano da OCDE (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico, o clube dos países mais industrializados) ajudaram ontem a acalmar o país abalado pelo assassinato do candidato oficial à Presidência da República. A vida voltou ao normal depois do luto decretado no 24, mas o clima de incerteza prevalecia, faltando apenas cinco meses para as eleições presidenciais. O assassinato de Luiz Donaldo Colosio jogou o México na pior crise política desde os anos 20. Menos de 24 horas depois da morte de Colosio, o presidente Bill Clinton renovou o apoio dos EUA ao parceiro do NAFTA (o acordo de livre comércio entre EUA, México e Canadá). Na noite do dia 24, o secretário do Tesouro norte-americano, Lloyd Bentsen, e o presidente do FED (o banco central dos EUA), Alan Greenspan, anunciaram que o Tesouro e o FED estavam colocando US$3 bilhões cada à disposição do México para apoiar a moeda mexicana, o peso, em caso de necessidade. O esforço internacional para tranquilizar o país se traduziu ainda na inesperada aceitação do México como 25o. integrante da OCDE. Ao fazer o anúncio numa reunião com empresários e dirigentes políticos e sindicais, o presidente do México, Carlos Salinas de Gortari, destacou que é a primeira filiação desde que a Nova Zelândia foi admitida em 1973 (FSP).