TESOURO FECHA O MÊS DE FEVEREIRO COM PREJUÍZO

O Tesouro Nacional teve um déficit em fevereiro de CR$175 bilhões (US$317,7 milhões pelo dólar médio). O resultado é atribuído ao aumento de gastos com pessoal e juros das dívidas interna e externa. O déficit foi coberto com o uso de recursos da chamada "disponibilidade do Banco Central", que é o ganho que o governo consegue apurar com a correção monetária dos próprios recursos do Tesouro. O uso deste dinheiro gera inflação porque não foi conseguido com a arrecadação de tributos-- é fruto da especulação financeira. Nos três primeiros meses do ano, apenas em janeiro o Tesouro registrou um pequeno superávit de CR$10 bilhões (US$25,6 milhões. O desempenho, apesar de fraco, deve-se ao aumento da arrecadação e à redução de repasses de recursos de custeio por falta de aprovação do Orçamento de 1994. A base monetária teve aumento de 43% comparando-se a média dos saldos diários de janeiro com a de fevereiro, 2% acima da inflação média do período. Por causa da elevação das taxas de juros, a dívida mobiliária também aumentou 4,6% acima da inflação em fevereiro, chegando a um estoque de CR$31 trilhões. As reservas cambiais, no final de janeiro, chegaram à marca de US$29,1 bilhões pelo conceito de caixa, com um aumento de US$3,3 bilhões em relação a dezembro. No conceito de liquidez internacional, o aumento foi de US$3,2 bilhões, ficando em US$35,4 bilhões. O mercado de câmbio comercial, onde são processados as importações, exportações e as entradas e saídas de investimentos externos, o superávit de fevereiro ficou em US$2,4 bilhões, 27% inferior ao de janeiro (JB) (FSP).