A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados decidiu arquivar os processos de cassação dos quatro deputados acusados de envolvimento na quadrilha do Orçamento Geral da União que renunciaram aos mandatos no começo da semana. Ao saber da decisão, o presidente da Câmara, Inocêncio de Oliveira (PFL-PE), sugeriu uma solução paliativa que possibilitaria uma punição. Ele quer que o plenário da Câmara vote um atestado de maus antecedentes contra os "anões", que poderá embargar suas eventuais candidaturas às eleições deste ano. João Alves é o único que não poderia se candidatar, por estar sem partido. A decisão da comissão foi contestada por muitos parlamentares, que alegaram quórum baixo. Apenas 31 dos 54 integrantes da CCJ participaram da votação. Por 23 votos contra oito, a comissão recomendou o arquivamento dos processos contra os ex-deputados João Alves (sem partido-BA), Genebaldo Correia (PMDB-BA), Cid Carvalho (PMDB-MA) e Manoel Moreira (PMDB- SP), que renunciaram para fugir do processo de cassação (JB).