O Comitê Assessor dos Bancos Credores da dívida externa brasileira anunciou ontem, em Nova Iorque (EUA), que o Brasil conseguiu o consentimento dos credores para fechar um novo acordo para a dívida. A renegociação envolve US$52 bilhões (US$35 bilhões só com os bancos privados) e deve ser concluída no próximo dia 15 de abril, também em Nova Iorque. William Rhodes, presidente do Comitê Assessor e chairman do Citibank, disse que a resposta dos credores foi de uma velocidade "sem precedentes". O Brasil precisava do "waiver" (dispensa) de 66% do total dos credores para concluir o acordo. O prazo expirava às 24 horas de hoje. A necessidade do "waiver" surgiu quando o ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, teve recusado o aval do Fundo Monetário Internacional (FMI) na semana passada, em Washington. Mas os credores decidiram levar adiante as negociações desde que o país se comprometesse a apresentar garantias equivalentes a US$2,8 bilhões em títulos do governo norte- americano (os cupons-zero). O Brasil aceitou e terá de fazê-lo no dia 15 de abril (FSP).