DIVERGÊNCIAS QUANTO À TARIFA EXTERNA COMUM NO MERCOSUL

Produtos dos setores de bens de capital, químico e de informática poderão ficar de fora da lista de tarifa externa comum do MERCOSUL até o ano 2001, caso as negociações entre os países-membros do bloco econômico não estejam concluídas até junho próximo. O alerta foi feito ontem, no Rio de Janeiro (RJ), pelo subsecretário para Assuntos de Integração, Econômicos e de Comércio Exterior do Ministério das Relações Exteriores, José Arthur Denot Medeiros. Ele garantiu, no entanto, que as divergências sobre a questão não põem em risco o sucesso do acordo. Todo o cronograma estabelecido pelo Tratado de Assunção vem sendo
78874 cumprido. O MERCOSUL não é mais uma empreitada dos governos envolvidos;
78874 depende agora apenas do esforço empresarial para se desenvolver, afirmou. Ele informou ainda que, até o final do ano, o setor privado brasileiro deverá investir US$150 milhões na Argentina, principalmente em formação de "joint ventures" e instalação de indústrias naquele país. De acordo com o subsecretário, cerca de 80% dos produtos da pauta comum de importação já estão com suas alíquotas harmonizadas. O restante corresponde aos três setores considerados mais problemáticos pelo Itamaraty, sobre os quais o Brasil impõe as alíquotas mais pesadas. No setor de bens de capital, por exemplo, enquanto as tarifas brasileiras variam entre 20% e 30%, na Argentina a média não ultrapassa os 10%. De 1990 para cá, o comércio entre os parceiros do MERCOSUL saltou de
78874 US$3,6 bilhões ao ano para US$8 bilhões e a tendência é aumentar ainda
78874 mais, afirmou Denot (JC) (JB).