EVENTO REÚNE 83 PAÍSES NO DIA DA ÁGUA

Quarenta por cento da população mundial sofre com a escassez de água, situação identificada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em cerca de 80 países. Estas e outras questões serão tratadas hoje-- Dia Mundial da Água-- e amanhã, no encontro de autoridades governamentais de 83 países, em Noordwijk (Holanda). A reunião deverá aprovar medidas para melhorar o abastecimento e depuração das águas, em cumprimento às decisões acordadas na Rio-92 (Conferência Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento). A falta de água afeta 1,7 bilhão de pessoas em todo o mundo. Nas nações onde as reservas de água são ainda abundantes, as fontes estão contaminadas ou secando, o que faz aumentar os custos de provisão e depuração das águas. Os participantes do encontro discutirão a captação de água, sua divisão equitativa e a construção de usinas de potabilidade nos países em desenvolvimento. Para César Padilla, representante do Instituto de Ecologia Política do Chile, a água, como outros recusos é distribuída de forma injusta na América Latina. "Se é abundante para a indústria e a agricultura, é escassa e de má qualidade para a população", disse. Segundo ele, os políticos neoliberais propiciam a privatização das empresas de abastecimento de água, que deixam ao consumidor os custos da depuração-- o que significa que quem tem mais água não paga mais. No Brasil, para celebrar o Dia Mundial da Água, o Instituto Acqua-- organização não-governamental especializada em recursos hídricos-- e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) assinam hoje um convênio de cooperação técnico-científica para pesquisa e sensoreamento remoto (monitoramento por imagens de satélites) da Bacia do Rio Paraíba do Sul. O Instituto Acqua conta com um acervo de pesquisas sobre o Paráiba do Sul- - responsável pelo abastecimento de 85% da população do Grande Rio (JB).