O governo terá que submeter ao Comitê Assessor dos Bancos Credores, até 11 de abril, o nome de um novo depositário para as garantias de US$2,8 bilhões que terá de desembolsar para fechar o acordo da dívida externa no dia 15. Em comunicado enviado aos bancos no último dia 18, em Nova Iorque (EUA), o ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, propôs que as garantias sejam depositadas no Banco Internacional de Compensações (BIS), com sede na Suíça. Pelo acordo assinado com os credores no Canadá, em novembro de 1993, as garantias seriam depositadas na Reserva Federal (o Banco Central dos EUA), mas isso se tornou impossível com a recusa do Fundo Monetário Internacional (FMI) a firmar um acordo "stand by" com o Brasil. Assim, o Tesouro norte-americano não vai emitir os títulos com prazo de 30 anos que garantiriam a renegociação da dívida (O Globo).