DESVALORIZAÇÃO DO CRUZEIRO EM RELAÇÃO ÀS MOEDAS DO MERCOSUL

Pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que a desvalorização do cruzeiro real frente à cesta de moedas do MERCOSUL-- peso, guarani e novo peso-- acumulou, em fevereiro último, 28,65%, ampliando a competitividade do produto brasileiro na Argentina, no Paraguai e no Uruguai. Em comparação ao peso argentino apenas, a desvalorização do cruzeiro real foi de 23,45%. A base para a comparação é dezembro de 1988-- considerado ano de melhor resultado da balança comercial-- e o indexador é o Índice de Preços por Atacado - Disponibilidade Interna (IPA-DI) da FGV. Nos últimos anos, as exportações aos mercados uruguaios, paraguaios e argentinos têm crescido significativamente. Entre 1991 e 1993, as exportações brasileiras para os países do MERCOSUL cresceram, em média, 54% ao ano e a representam cerca de 14% do total exportado pelo país. Em relação ao dólar, o atraso acumulado do cruzeiro real atingiu, em fevereiro, 27,6%, superando em 2,4 pontos percentuais o nível de defasagem cambial registrado até janeiro último. Ou seja, em fevereiro, o câmbio foi corrigido em 40,72%, abaixo dos 43,23% da inflação mensal, medida pelo IPA-DI (GM).