O cardeal-arcebispo de Fortaleza (CE), dom Aloísio Lorscheider, retomou ontem suas atividades pastorais-- três dias depois de ter sido feito refém por detentos do Instituto Penal Paulo Sarasate-- e voltou a denunciar as condições precárias em que vivem seus algozes: "Eles são torturados e comem comida com baratas", afirmou. "Só não posse dizer que vi torturas, mas as queixas dos presos são constantes. Muitas vezes me mostraram as marcas", completou. Dom Aloísio disse também que as celas não são higiênicas e a alimentação dos presos é insuficiente. "Não é que o governo não dê comida, mas ela desaparece no caminho", afirmou. O secretário de Justiça do Ceará, Antônio Tavares, afirmou que as denúncias do cardeal são "um exagero". Mais cinco dos 14 fugitivos do presídio foram presos ontem em Quixadá, no sertão do Ceará, totalizando agora nove recapturados pela Polícia. Em novos tiroteios, um fugitivo saiu ferido e outro foi morto. A Polícia apreendeu com eles metade das armas entregues ao grupo de amotinados para a fuga (O Globo).