O Brasil abandonou o projeto de enriquecer urânio usando a tecnologia alemã do jato centrífugo ("jet nozzle"), mas nem todo o investimento de cerca de US$500 milhões feito nas instalações industriais não concluídas da NUCLEI, em Resende (RJ), será desperdiçado. A Indústria Nuclear do Brasil (INB), "holding" do grupo, pretende usar parte dos equipamentos para transformar em pó e depois em pastilhas o urânio enriquecido importado. A pastilha será então acondicionada nos elementos combustíveis hoje encapsulados por uma outra unidade da empresa. Para viabilizar essa adaptação, serão necessários mais US$15 milhões de investimentos na NUCLEI. Além da África do Sul, somente o Brasil chegou a se preparar para enriquecer urânio através da tecnologia do jato centrífugo, mas o projeto é hoje considerado economicamente inviável, além de ser questionado em círculos científicos (O Globo).