VATICANO VOLTA A ATACAR A TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO

O Vaticano divulgou ontem um documento sobre interpretações da Bíblia, no qual afirma que a Teologia da Libertação é "comprometida" e que a leitura feminista pode ser "tendenciosa e discutível". Elaborado sob coordenação do cardeal alemão Joseph Ratzinger, o documento-- de 120 páginas-- se propõe a indicar os "caminhos que convém tomar para se chegar a uma interpretação e atualização da Bíblia tão fiel como seja possível ao caráter humano". Segundo o documento, uma leitura "não comprometida" quanto a da Teologia da Libertação "provoca riscos". O texto diz que, apesar de ser impossível uma interpretação neutra, ela não pode ser "unilateral". Há críticas à dimensão terrestre dada à Bíblia, em detrimento de uma transcendental (FSP).