SENADO ACEITA PROCESSO CONTRA "ANÃO" DO ORÇAMENTO

Por 43 votos a favor, 16 contra e duas abstenções, o Senado Federal admitiu ontem dar continuidade ao processo de cassação do senador Ronaldo Aragão (PMDB-RO), presidente da Comissão Mista de Orçamento na época em que o deputado João Alves (sem partido-BA) era relator. O Senado levou 56 dias só para apreciar a admissibilidade do processo. Aragão, um dos "anões" do Orçamento Geral da União, passou uma hora e meia da sessão secreta aos prantos. "Sou inocente. A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) fez acusações levianas e sensacionalistas", lamentava-se. Hoje, será instalada a comissão de nove senadores que dará parecer sobre as acusações. A comissão será composta por três senadores do PMDB, dois do PFL, um do PSDB, um do PPR, um do PDT e um do PP. Serão designados um novo relator e um presidente. Aragão terá 15 dias prorrogáveis por mais 15 para apresetar sua defesa, e mais 10 dias para apresentar recurso. O presidente do Senado, Humberto Lucena (PMDB-PB), informou que o plenário levará ainda mais 60 dias para decidir entre o arquivamento e a cassação. No total, o Senado poderá demorar mais de três meses para a decisão final (JB).