A revisão constitucional está inviabilizada, concluíram esta semana os líderes dos principais partidos do Congresso Nacional. O PMDB acredita que nenhum tema polêmico será votado. O PPR prevê a aprovação de apenas algumas emendas na Ordem Econômica. O PSDB propõe a aprovação de uma reforma tributária e a conclusão da revisão em 1995. Todos concordam que não há mais tempo para uma reforma ampla. O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Artur da Távola (RJ), afirmou ontem que lideranças de diversos partidos já consideram a revisão inviabilizada. Ele propões a aprovação de um dispositivo nas Disposições Transitórias para adiar a revisão para março de 1995. Até 31 de maio deste ano seriam votados apenas a reforma tributária e mais alguns temas consensuais. O ritmo lento das últimas semanas, quando foram votados temas da agenda política, deixou os líderes pró-revisão desanimados. Nenhuma emenda foi aprovada nesta semana, quando foram votados temas da agenda política, deixou os líderes pró-revisão desanimados. Nenhuma emenda foi aprovada nesta semana. "Acho muito difícil votar qualquer tema político neste clima. As pressões eleitorais influem nas decisões do Congresso", afirmou o líder do PMDB na Câmara, Tarcício Delgado (MG). Dos 12 pareceres do relator-geral, deputado Nelson Jobim (PMDB-RS), apenas dois foram aprovados em dois turnos e só um em primeiro turno. Além disso, o corporativismo derrota todas as propostas consideradas importantes (FSP) (JB).