CENTRAIS SINDICAIS RECUAM NA DECISÃO DE GREVE GERAL

As três principais centrais sindicais do país-- Central Única dos Trabalhadores, Força Sindical e Confederação Geral dos Trabalhadores-- decidiram anular a greve geral que havia sido marcada para o próximo dia 23, contra o plano econômico do governo federal. Diante das diferentes capacidades de mobilização das entidades, os líderes sindicais resolveram escolher a data para um protesto nacional, que não descarta a possibilidade de paralisações por categoria, mas inclui outros tipos de mobilização-- passeatas e atos públicos, por exemplo. A idéia é que categorias mais mobilizadas, com os petroleiros, façam paralisações por 24 horas, enquanto que outras optem por paralisações curtas ou atos públicos. "Temos de preservar a unidade de ação e o dinamismo de cada categoria", justificou o secretário-geral da CUT, Gilmar Carneiro, que considerou a hipótese de uma greve geram como "uma camisa de força", onde todos teriam de participar. Os sindicalistas acreditam, porém, que o aumento abusivo dos preços nos últimos dias e a decisão recente da Câmara dos Deputados de aprovar um aumento salarial real de 35% para os parlamentares, são dois fatores favoráveis a uma "comoção nacional" (GM).