O ministro Ilmar Galvão, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do processo em que são réus o ex-presidente Fernando Collor de Mello e o empresário Paulo César Farias, deu prazo de cinco dias para que sejam feitas as novas perícias contábeis requeridas pelos advogados do ex- presidente, que pretendem provar que montantes expressivos das sobras de campanha estavam depositadas no Banco Mercantil de Crédito (BMC) antes da posse de Collor na Presidência da República. As contas estão em nome do fantasma Alberto Alves Miranda. Em seu despacho, o ministro Galvão, ao mesmo tempo em que dá novo prazo à defesa, exige que as diligências sejam feitas por técnicos-contábeis da Polícia Federal, "sem prejuízo da requisição ao BMC, de urgente informação acerca da existência de outras aplicações financeiras em nome de Alberto Alves Miranda". Preocupado em não atrasar a fase final do processo Collor-PC, o ministro- relator deu, também, prazo de cinco dias para atender outro pedido da defesa: que o Senado Federal apresente os pareceres técnicos de engenharia apresentados no processo de impeachment, referentes ao custo das obras na Casa da Dinda, residência de Collor em Brasília (DF) (JC).