JULGAMENTO DE COLLOR DEVE ATRASAR UM MÊS

O julgamento do ex-presidente Fernando Collor de Mello pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por crime de corrupção passiva, previsto para o final de abril, deve sofrer um atraso de, pelo menos, um mês. Seus advogados entraram, ontem, com um agravo regimental no Supremo, solicitando perícia contábil. Eles querem provar que a movimentação da conta bancária de Collor no Banco Mercantil de Crédito pode demonstrar que montantes expressivos das chamadas sobras de campanha estavam lá depositados, antes da posse de Collor na Presidência da República. O ministro Ilmar Galvão, relator no STF do processo criminal Collor-PC Farias, havia indeferido novas diligências pedidas pela defesa, que, agora, alega não ter sido a perícia contábil objeto da decisão. A expectativa é de que o ministro Galvão leve a decisão para o plenário do Supremo. O atraso da fase final do processo pode beneficiar o empresário e ex-tesoureiro de campanha de Collor, Paulo César Farias, cujos advogados vão insistir na tese de que seu cliente não pode ficar preso, preventivamente, mais de 81 dias (JC).