Os setores da economia brasileira que integram o chamado grupo de exceção da tarifa externa comum do MERCOSUL-- químico, automobilístico, de telecomunicações, de informática, entre outros-- estão temerosos do que já está sendo chamado de "nova reforma da tarifa aduaneira". Aludem à última reforma da tarifa efetiva média do país, mas deixou de fora, com taxas mais elevadas, estes setores. Acham os empresários que a pressão dos ministros da Economia da Argentina, do Uruguai e do Paraguai é para não deixar de fora nem estas áreas. Semana passada, representantes da indústria química aproveitaram a reunião da câmara setorial para reclamar da sugestão de redução de 18% para 12% nas alíquotas do setor, ventilada pelos embaixadores. "Não há nada fechado ainda", garante o secretário de assuntos econômicos do Itamaraty, José Arthur Denot de Medeiros. "E vamos garantir a proteção adequada ao parque brasileiro", disse. Outro ponto delicado nas negociações do MERCOSUL é o chamado regime de origem, ou seja, como identificar um produto fabricado na região de outro meramente importado ou montado aqui. No mínimo, garante Denot Medeiros, serão usados parâmetros da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), que considera produto nacional o que usa 50% mais um de componentes produzidos no país (JB).