Parlamentares estão contratando com dinheiro público cabos eleitorais em seus estados de origem. O deputado Beto Mansur (PPR-SP), por exemplo, deixou apenas três funcionários em seu gabinete em Brasília (DF). Em Santos (SP), sua cidade, reforçou a assessoria com a contratação de quatro servidores. Somados a outros nove funcionários que já trabalhavam por lá, Mansur mantém em Santos 13 cabos eleitorais, todos pagos pela Câmara, com salários que vão de CR$56,1 mil a CR$794,2 mil. Com a proximidade da eleição, cresceu a rotatividade de pessoal nos gabinetes dos deputados. A Coordenação de Assossoria Parlamentar da Câmara registrava cerca de 150 demissões e contratações a cada mês. Agora, o número está próximo das 500 exonerações e nomeações. Os funcionários de gabinete dos deputados são cerca de 3,5 mil e não pertencem ao quadro de pessoal da Câmara. São demitidos e contratados pelo próprio parlamentar, que para isso conta com a verba de CR$4,5 milhões. Para contratar um secretário parlamentar, o deputado tem apenas de apresentar o nome e a documentação à Diretoria Administrativa da Câmara. O deputado Júlio Cabral (PTB-RR) demitiu dois funcionários em Brasília e contratou um em Boa Vista (RR). Ainda tem vagas a preencher com cabos eleitorais. O mesmo fez o deputado Joni Varisco (PMDB-PR) (O ESP).