Emerson Pires, filho do senador Olavo Pires, assassindo em 1990, acusou o coordenador-central da Polícia Federal, Nascimento Paulino, de ter recebido US$2 milhões (cerca de CR$1,46 bilhão) para abafar o inquérito que apura a morte de seu pai. A acusação foi feita em depoimento à própria PF, na Superintendência de Rondônia. Segundo Emerson, o dinheiro foi dado a Paulino pelo governador de Rondônia, Oswaldo Pianna, acusado pelos dois pistoleiros suspeitos de ser o mandante do crime. O filho do senador afirma que, em troca do dinheiro, Paulino teria trocado o delegado responsável pelo caso, Flávio Furtado, pelo delegado Francisco Elbo Alves, que teria a missão de suspender a investigação. Emerson acusa ainda o deputado Carlos Camurça (PP-RO) de ter distribuído US$1 milhão (cerca de CR$732 milhões) aos deputados da CPI da Pistolagem para que estes não citassem o governador Pianna entre os culpados. "Ele quer se eleger deputado em cima do cadáver do pai", alega o secretário de comunicação de Rondônia, Luiz Edmundo Monteiro (O Globo).