Crianças saudáveis, futuros saudáveis é o nome do programa que a Inmed (Internacional Medical Services for Health), organização norte-americana não-governamental, está desenvolvendo para erradicar a verminose no mundo. O projeto começou no Brasil pelas regiões de Embu, Vila Carrão, Butantã e Monte Azul, na Grande São Paulo, e examinou 50 mil crianças carentes. A constatação é de que cerca de 50% delas estão contaminadas por pelo menos um tipo de parasita intestinal. O projeto está sendo desenvolvido em 10 países simultaneamente. No entanto, a única experiência em uma região urbana é a de São Paulo. A diretora-geral do projeto no Brasil, Joyce Capelli, explica que o estudo na periferia está servindo de modelo para os demais países. "Essas experiências são feitas sempre em áreas rurais na África, Ásia e América Central e somos os pioneiros com comunidades carentes de uma cidade grande", explica. O programa, que deverá ser levado para comunidades do Norte e Nordeste, atraiu a antropóloga Linda Pfeiffer, presidente mundial do Inmed. Ela garantiu ontem em São Paulo que o modelo brasileiro será levado a outros países e anunciou um financiamento dos padres Palotinos dos EUA para levar o projeto a outros estados. O piloto de São Paulo foi desenvolvido com o apoio da Câmara da Indústria Farmacêutica Anglo-Americana do Brasil (Cifab/PMA). Segundo Joyce, o projeto custa US$80 mil para cada grupo de 50 mil crianças e envolve exames necessários para a erradicação da verminose (JB).